Bibliografia
Bernard-Marie Koltès nasceu em Metz, França, em 1948. Foi ao teatro pela primeira vez só aos 21 anos de idade, quando assiste em 1970 a uma representação de "Medéia" numa encenação de Jorge Lavelli, interpretada par Maria Casarès; foi um choque. Koltès pôs-se então a escrever para teatro.
Em 1977, escreveu um longo monólogo, "A noite logo antes das florestas", apresentado no Festival Off de Avignon. Suas peças seguintes serão montadas em estreita colaboração com Patrice Chéreau no Théâtre des Amandiers de Nanterre: "Combate de negros e de cães", "Cais Oeste", "Na solidão dos campos de algodão", "O retorno ao deserto", que tiveram um grande sucesso.
Não se trata somente do dramaturgo francês contemporâneo mais encenado no mundo: trata-se de um escritor completamente singular. Estudado no Bac, favorito nas audições das escolas de teatro, este ano entra no programa do "Normale Sup" e em breve no repertório da Comédie Française, Koltès é, antes de tudo, uma língua. Ao mesmo tempo muito literária e muito urbana, sua linguagem se lê como uma poesia moderna. Porque o teatro de Koltès, também é um teatro que se lê. Surgido entre os "marginais" no fim dos anos 70, encenado por Patrice Chéreau nos anos 80, Bernard-Marie Koltès se impôs lentamente.
Passados mais de dez anos de sua morte, ele aparece como um clássico contemporâneo. No momento em que é constantemente montado na França, enfim a universidade o leva a sério e a "literatura" o reconhece como um de seus filhos mais inovadores e dos mais singulares. Traduzido em mais de trinta línguas, encenado em mais de cinqüenta países, sua obra agora atinge novos territórios e novas gerações. (LCM)