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Benjamin Galemiri

Local de Nascimento: Chile 



Bibliografia

Muito conhecido em seu país, o dramaturgo e roteirista chileno de origem judaica Benjamin Galemiri está vivendo um momento de glória graças à encenação de seus textos pouco convencionais na América Latina, Europa e Estados Unidos. Ainda desconhecido no Brasil, Galemiri teve seu texto indicado a Carlos Gradim pela professora do Curso de Artes Cênicas da UFMG Sara Rojo, também chilena.

Formado em Filosofia pela Universidade do Chile e em cinema pelo Instituto Chileno Norte-americano de Cultura, Galemiri é atualmente professor de roteiro na Escola de Cinema do Chile e de dramaturgia no Programa de Magister em Direção Teatral da Universidade do Chile.

Sua já vasta obra teatral lhe valeu diversos prêmios e bolsas em seu país como o prêmio Pedro de la Barra (1977 e 1993); Melhor Texto Teatral do Festival Norte-americano (1993); Prêmio Apes de Melhor Dramaturgo (1993); Prêmio Municipal de Literatura (1994); Bolsa Fundação Andes (1994); Bolsa Fondart (1995 e 1997); Prêmio do Conselho Nacional do Livro e da Leitura (1996).

As obras do dramaturgo chileno, de um humor cáustico e transbordante, exploram temas como os limites do poder da palavra, as contradições do homem contemporâneo, a eterna luta entre homem e mulher, o erotismo e a religião. Muitas delas foram traduzidas para vários idiomas, e estão sendo representadas, lidas e estudadas em outros países do mundo. Entre elas, se encontram «Das Kapital», «O Coordenador», «O Solitário», «Um Doce Ar Canalha», «O Sedutor», «O Céu Falso», «O Tratado dos Afetos» e «O Amor Intelectual».

Galemiri se confessa "absolutamente obcecado pelo poder da palavra". Seu teatro nasce de perguntas referentes à capacidade da linguagem para enganar e mentir: "Porque os governantes falam ao povo e este acredita? Como um pode humilhar o outro com a palavra, redimi-lo, salvá-lo e dominá-lo, especialmente quando se trata de um casal?”.

Outra referência forte em sua obra é o Antigo Testamento onde vê, além dos ensinamentos morais, sexo, humor, perversão e contradições. “É guerra, aventura, ódio. Estas referências eu as mesclei com a literatura francesa e a filosofia, que se converteu em outro caudal literário e em um grande roteiro”, ele diz. Um caldo de cultura de onde surgem delirantes personagens, sempre envolvidos em lutas de poder, traições e patologias sexuais. Seu teatro provoca o espectador, sem dispensar o riso. Há uma liberdade formal, algo fresco, desenvolto, sem travas, em seu humor feroz.

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