Bibliografia
PEDRO CALDERON de la BARCA, conhecido apenas por Calderón, vem de uma família tradicional e seu pai era um oficial de governo. Estudou no Colégio Jesuíta de Madrid e depois graduou-se em leis na universidade sem haver, no entanto, praticado a advocacia.
Já aos treze anos escreveu sua primeira peça, que infelizmente não chegou até nossos dias. Muito cedo recebeu do Rei Filipe IV a incumbência de escrever uma série de peças para o Teatro Real do Bom Retiro. Escreveu ao todo cerca de 200 peças conhecidas, das quais 80 autos religiosos.
As tramas de suas peças giram em torno de três temas principais: lealdade ao rei, devoção à Igreja e manutenção da honra por vingança. Seus personagens são personificações de certas paixões, arquétipos na terminologia jungiana.
Em 1637, Calderón foi feito Cavaleiro da Ordem de Santiago pelo Rei, em reconhecimento a suas obras. Mais tarde sua produção teatral foi interrompida por seu serviço militar na campanha contra o levante Catalão, pelo qual recebeu uma pensão vitalícia. Sua obra mais conhecida é "A Vida é Sonho".
Após a morte de sua amante, em 1648, e a exemplo de Lope de Vega, Calderón busca refúgio na Igreja, tornando-se padre após certo tempo. São dessa fase os autos religiosos, considerados por muitos suas obras mais bem acabadas.
Calderón escreveu até o fim de sua vida, em 1681 e com ele encerra-se a Era de Ouro do Teatro Espanhol.